O que me alimenta me destrói

















12/08/2007 23:45

Para Frankini, minha Amiga

A moça tem mil sorrisos na boca. Cada vez que sua fileira de dentes aparece é como o sol expandindo no horizonte. São mil dentes, mil sorrisos, mil sóis em galáxias perdidas nos recônditos do universo. Seus olhos são luas verdes, não azuis, porque não só existem luas azuis. Existem plenilúnios verdes, expansivos, que iluminam os cantos enegrecidos e tristes por onde ela passa. Seus olhos e dentes nunca eclipsaram. Há uma harmonia constante entre sol e lua nela.
Os cabelos ela tornou escuros para que as estrelas de seus pensamentos pipoquem. Pontos de luz iguais aos do céu, admiráveis a ponto de apequenar e de tornar tão distante toda a raça humana.
Há nela luz própria, como se um gerador a habitasse desde o dia em que ela nasceu. Ela caminha pelos corredores como estrela errante e os outros a orbitam, planetas e satélites fora de prumo, necessitando de luz extra-corpórea para sobreviver.
Ela é um sol, uma luz inabalável contagiando o ambiente, afugentando as trevas por vezes insistentes.
Estrela, que seu brilho perpetue. Sempre.

(Obrigada pelas sandices, pelos papos birutas, pelas piores teorias, pelas montagens fotográficas, pela bengala da sua avó - coitadinha! - pelo meu livro e, principalmente, por sempre me fazer rir na hora em que eu penso em chorar!)
enviada por Heleníssima Figura






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