O que me alimenta me destrói

















29/12/2007 14:10
Pois é, Pensando... Família não se escolhe. Se eu tivesse que escolher, possivelmente teria escolhido só a minha mãe. Não que eu não goste dos outros membros da família, mas é que ela é a única que não me desaponta, é a única com quem posso conversar direito, ser ouvida e me fazer entender. Se eu sou emocionalmente dependente dela? Total, sei que isso pode me trazer sofrimento, mas quero aproveitar ao máximo, enquanto durar.
Nesse ano tive minha vida exposta num blog, fui transformada em inimiga por brigas banais. Inimiga da própria irmã? Por causa de uma senha no computador? Porque eu disse "chega" pras ofensas na hora das discussões? Tenho 30 anos, não 15 pra ficar aceitando botinada de cabeça baixa. E nisso tudo, eu, minha mãe e minha irmã mais velha viramos cachorros tentando retalhar A Cinderela Diferente. O pior foi ter que aguentar ameaça virtual de uma professorinha qualquer de Porto Ferreira e os palpites muy "sensatos" de uma problemática que mora lá no fim do mundo e que mal consegue dar jeito na própria cachola.
Desculpas? Diálogo? Não sou eu que tenho que estender a bandeira branca. Eu sempre estive aqui, eu sei que tenho capacidade prá conversar direito, mas quanto mais a gente abaixa, mais mostra a bunda. Já foi o tempo da abnegação. Não falo mais com meu pai como se eu falasse com algum superior. Pais não são nossos superiores, supervisores, déspotas das nossas vidas: são nossos condutores, nossa segurança, o alicerce da nossa auto-estima. Se meu pai não entende isso, não sou eu que vou gastar neurônio para fazê-lo enxergar. Cada um que ande com suas próprias pernas, que enxergue com seus próprios olhos, do jeito que lhe convier. Não é assim que me foi ensinado?
Por obra de caprichos, birras, infantilidades, pirraças, a família partiu. O Diferente fez a diferença. Pessoas que estavam de fora e que, sem nenhuma intenção, acabaram por entrar na tormenta, acabaram ofendidas, entristecidas, humilhadas em momentos de fragilidade. Por caprichos de quem fez a diferença.
Esse é um desabafo tardio. Não tentei arrebanhar simpatizantes a minha causa para mostrar força e razão. Somente quem está num contexto entende o que se passa nele. Só eu sei o que foram esses meus 30 anos, só eu sei a dor de descobrir outras pessoas nas pessoas que eu amo.
Vou viver vida diferente, próximo ano. Novas responsabilidades, novas atribuições, liberdades desconhecidas. Vou deixar esse desabafo nos arquivos do blog, passando, como todos os outros posts. Eu sou membro de uma nova família.
Que venha 2008, cheio de percalços, incertezas, coisas boas, descobertas!
Obrigada por mais um ano de amizade, Cleto! Um ótimo 2008 para você e para a família que você cultiva com tanta dedicação.
enviada por Heleníssima Figura






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